Segredos do Tempo (Jacqueline Abrantes*)


Fim de tarde. Convite para um pouso sobre os versos de Alberto Caeiro: “É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol, uma nuvem passa a mão por cima da luz e corre um silêncio.”

FELIZ ANIVERSÁRIO AYALA


Quando alguém faz aniversário nos lembramos da morte. Mau agouro? Tendência a ser abolsutametne mórbido? Não! Basta que pensemos na música "Parabéns a Você". Nela expressamos o que de mais importante podemos desejar para quem afetivamos: felicidades e muitos anos de vida. Ora, quando desejamos muitos anos de vida, parte desse desejo é impulsionado pela morte. Querer muitos anos para alguém expressa a constatação da finitude da vida. E a morte está logo ali do lado do bolo a nos exortar o aproveitamento da existência  Assim meu grande amigo Ayala, neste 7 de agosto desejamos muita alegria, boas polêmicas (sei que gostas delas) e que o pensar e o lidar com a morte continue produzindo a fertilidade dos seus belos estudos, textos e a energia para continuar lutando pela implementação dos cuidados paliativos.  Grande abraço meu amigo!

ERASMO RUIZ

Comentários sobre o Filme "Zorba: O Grego": Um Hino a Existência! (Erasmo Ruiz)


Fui provocado por um email mandado por Paulo Eliézer, estudante de medicina da UECE que tenho o prazer de ter como aluno. Comentava a respeito de dois links do youtube mostrando o imortal Anthony Quinn dançando na famosa cena de "Zorba o Grego" aos 49 anos e, depois, num show, que reproduzia a cena aos 84 anos. Imediatamente me veio a idéia de comentar a respeito do filme e do vídeo em que o velho ator voltava a dançar.

A Morte Abandonada nas Ruas (Erasmo Ruiz)


A morte em seu sentido absoluto é algo inevitável. Claro, podemos adia-la em muitas circunstancias, mas em algum momento teremos que paradoxalmente vivencia-la. O contexto é difícil de determinar e, de uma certa forma, só as pessoas que cometem suicídio possuem a "liberdade" de escolher hora e lugar para viver a própria morte.

O Mundo Fashion da Morte (Erasmo Ruiz)



Você já pensou com que roupa gostaria de ser enterrado? OU, quem sabe, cremado? Ora, esse tipo de pergunta ninguém faz hoje em dia, embora a roupa do morto de uma certa forma continue sendo uma coisa importante.